sexta-feira, 16 de maio de 2008

Pequeno Manual Sobre o Amor (parte XI)

De não correr atrás se não estiver preparado para apanhar.

O flirt, a conquista, a caça, são decidamente partes muitos interessantes numa relação. Em alguns casos, são, sem dúvida, a parte mais interessante da relação. Noutros, serão a única parte da relação...
Mas o que acontece ao caçador que não está preparado para apanhar a sua presa?
1. Percebe que não tem como levá-la consigo, como carregar aquele peso morto atrás enquanto continua a caçada noutras direcções e desiste do passatempo;
2. Desiste do tiro certeiro, na altura em que tem a presa na mira, e procura outro animal para abater, deixando-a no entanto já ferida e cansada;
3. É apanhado na armadilha do olhar doce que a presa exala ao ser atingida e agora tudo o que quer é salvá-la. Mas levá-la consigo? Para onde? E o que dizer aos companheiros de caça? Como confessar que, ao caçar, acabou por ser caçado? Poderá continuar a sair para caçadas? Se se permitir afeiçoar a esta presa, não. Tomar conta dela será uma prioridade. Abandona-a ao seu destino, embora a alma lhe doa também;
4. Ou assume o objectivo da caça e a presa pertence-lhe após um grito de alegria pela conquista e, finalmente, pela posse?
5. No pior dos casos, desiste da presa que, no entanto, sem perceber que a perseguição se destinava ao seu próprio abate, segue o caçador, apesar da indiferença ou do repúdio daquele que antes a tratava como sua.

Portanto, senhores e senhoras, cuidado quando vão à caça ou quando, de repente, estão numa reserva apinhada de belos exemplares. Tenham a certeza de querem caçar e preparem-se para apanhar a presa, independentemente do destino a dar-lhe. Deixem bem claro, pelo menos no final, qual o vosso objectivo. Até por respeito para com os vossos colegas caçadores.

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